sexta-feira, 19 de dezembro de 2008
terça-feira, 9 de dezembro de 2008
Notas do livro “Healthy Sleep Habits, Happy Child”, de Mark Weissbluth, MD
3 a 4 meses
- A necessidade é maior de um lugar calmo e quieto para dormir, pois o bebê se distrai mais facilmente
- Não deixar o bebê acordado por mais de 2 horas (alguns agüentam somente 1 hora)
- 6 semanas de vida é quando o período de sono mais longo deve ser preferencialmente à noite (não de dia)
- O maior período de sono é somente de 4-6 horas
- Comece a colocar o bebê para dormir antes dele começar a ficar irritado ou sonolento
4 a 8 meses
- O sono do bebê se torna mais como o do adulto, com período inicial de não-REM
- A maoria acorda entre 7 da manhã, mas geralmente entre 6-8.
- Se o bebê acordar antes das 6 é bom colocar para dormir após mamar e trocar a fralda
- Não é possível mudar a hora que o bebê acorda de manhã colocando-o para dormir mais tarde
- Comidas sólidas antes de dormir tambem não resultam em acordar mais tarde
- O período acordado de manhã deve ser de cerca de 2 horas para bebê de 4 meses e 3 horas para bebês de 8 meses
- Então a soneca da manhã é por volta das 9 horas para a maioria
- Tenha um período tranqüilo e quieto, parte da rotina de dormir, com duração máxima de 30 minutos. Essa rotina deve começar 30 minutos ANTES do fim do período que o bebê fica acordado
- Um soneca só é restauradora se é de 1 hora ou mais, algumas vezes 40-45 minutos conta, mas 1 hora ou mais é o ideal
- Conte com outra soneca após 2-3 horas acordado
- Evite mini-sonecas no carro ou parque
- Não deixe o bebê tirar uma sonequinha para compensar uma soneca perdida
- Se o bebê tira a soneca quando deveria estar acordado, bagunça a rotina acordado/dormindo
- A Segunda soneca é geralmente entre meio-dia e 2 da tarde (antes das 3)
- Deve durar 1-2 horas
- Uma terceira soneca poderá ou não ocorrer, se ocorrer será entre 3-5 da tarde e geralmente bem rápida
- A terceira soneca desaparece por volta dos 9 meses de idade
- A hora de dormir ideal é entre 6-8 da noite, decida pelo quanto a criança está cansada
- Empregue uma rotina antes da cama com a mesma seqüência de eventos toda noite, assim a criança começará a predizer o que vem a seguir, ou seja, o sono
- A criança poderá acordar de 4-6 horas depois para mamar, algumas estarão com fome mas outras vão dormir direto, depende do indivíduo
- Uma Segunda mamada podera’ ocorrer por volta de 4-5 da madrugada
QUANDO “NASCE UMA MÃE’, A CULPA NASCE JUNTO
Quando nosso bebê nasce, automaticamente nasce uma mãe. Porque na gestação só imaginamos como será, mas ao pegar nosso filho nos braços é que toda história começa. O bebê nasce, é frágil, indefeso, depende completamente de nós, para se alimentar, para viver e ai passamos a ter a eterna sensação de que fizemos algo errado. Temos muito leite, ou pouco leite, o seio rachou, ou ingurgitou, o bebê chora muito , ou chora pouco, dorme muito ou dorme pouco e tudo é motivo pra culpa. Ficamos projetando a imagem que temos de mãe ou tudo que já nos disseram sobre isto, mas, embora seja difícil de acreditar, no geral, estamos fazendo as melhores escolhas para os nossos filhos.Mas porque nos sentimos assim?Esse sentimento surge porque nós, inconscientemente, achamos que vamos suprir todas as necessidades do filho, sejam elas físicas, emocionais ou sociais pelo fato de tê-los gerado e dado à luz. nos consideramos onipotentes.Mas, paralelamente a isso, acaba surgindo um sentimento de culpa e nos sentimos responsáveis por qualquer coisa que ameace a criança.Fica um sentimento de que a todo momentoque quem falhou fomos nós.Sentir-se responsável pelos cuidados com os filhos é um processo natural pelo qual toda mãe passa e no geral, as culpas vão diminuindo na medida em que a criança cresce.Esse sentimento não é totalmente negativo. Ele se torna necessário porque faz com que possamos frear muitas de nossas atitudes. Porém, em excesso, passa a ser ruim pois faz com que não aproveitemos totalmente esta fase e a relação com nossos bebês. Especialistas afirmam que a maneira de se livrar de tanta culpa é saber que nem tudo o que acontece com as crianças é de responsabilidade total da mãe e assim buscar mais segurança para exercer seu papel. As principais situações que fazem as mães se sentirem culpadas são:- A alimentação: A nutrição do filho é nossa primeira preocupação. Algumas de nós não temos tanto leite assim, precisamos de complemento e nos sentimos incompetentes, menos mães e sofremos tanto que o leite que temos diminui ainda mais. Outras têm os peitos cheios de leiite, mas acham que o leite é fraco e quandoas mamas ingurgitam e sentem dor se sentem péssimas; fracas......e assimvai......... (MAS SERÁ QUE O IMPORTANTE NÃO É VER O BEBÊ SE DESENVOLVER BEM E ESTAR SAUDÁVEL E TER A CONSCIÊNCIA TRANQÜILA PORQUE ESTAMOS FAZENDO O MELHOR POSSÍVEL ?)- O sono: O bebê não dorme, acorda a noite toda, durante a madrugada. E pensamos será que ele tem cólica, que sofre, será que foi algo que eu comi e passou pro leite ? Será que deixei o bebê muito agasalhado, pouco agasalhado ? Meu leite e fraco e não o alimenta ? Se dormirem muito durante o dia também nos sentimos mal. (MAS SE COM ACHEGADA DE UMA CRIANÇA, O UNIVERSO DA MÃE MUDA. IMAGINA A VIDADOS BEBÊS, QUE SAÍRAM DO ÚTERO ? ELES SIMPLESMENTE NÃO SABEM DIFERENCIAR O DIA DA NOITE E ESTÃO SE ADAPTANDO. GERALMENTE É SÓ ISSO.)- A volta para o trabalho: É ótimo ficar com o bebê durante a licença-maternidade, mas analisando friamente, esta convivência 24 também acaba esgotando a mãe e chega a ter área de “prisão domiciliar”. A maioria de nós não tem uma condição financeira que permita dedicação exclusiva aos filhos echega a hora de voltar ao trabalho e é preciso deixá-lo com alguém. Eis uma das primeiras situaçõesque faz com que a mãe sinta que está fazendo algo errado. E vem toda a culpa: Será que ele se sentirá abandonado ? será que saberão cuidar do meu bebê ? Será que ele vai gostar mais da babá do que de mim ? (NÓS PRECISAMOS ENTENDER QUE NOSSO PAPEL NÃO SE RESUME SÓ AO DE MÃE, MAS TAMBÉM ESPOSA EPROFISSIONAL. E NUNCA ESQUECER QUE O QUE IMPORTA É A QUALIDADE DA RELAÇÃO COM A CRIANÇA E NÃO AQUANTIDADE . PARA A CRIANÇA É MELHOR VER A MÃE DESENVOLVENDO SEU LADO PROFISSIONAL E UTILIZAR BEM O TEMPO QUE TEM PARA FICAREM JUNTOS DO QUE TER UMA MÃE EM CASA FRUSTRADA) - As Doenças: Os vírus e as bactérias estão no ar e por mais que queiramos proteger a criança, de uma forma ou de outra, ela acaba tendo contato com tudo isso e pode pegar doenças que são muito comuns na infância. As defesas da mãe passam para o bebê através da placenta, mas até os 3 meses de vida vãodesaparecendo, por volta do 4o mês não há mais os anticorpos passados pela mãe e como a criançaestá mais vulnerável até que desenvolva suas próprias defesas, no primeiro ano de vida é comum aparecerem doenças respiratórias, diz. E é importante que saibamos que nada pode evitar isto. Mas a culpa diz: você deixou o bebê pouco agasalhado. Você não higienizou direito à mamadeira ou a chupeta. Você saiucom o bebê na friagem. Você levou o bebê em locais públicos. São só dedos apontando paranossa culpa, os nossos e o de parentes e amigos antigos. (MAS É IMPORTANTE LEMBRARMOS QUE À MÃE CABEM CUIDADOS COMO MANTER A VACINAÇÃO EM DIA E FAZER O ACOMPANHAMENTO PEDIATRICO. MAS É IMPOSSÍVEL CRIAR NOSSOS FILHOS DENTRO DE UMA BOLHA)Escrevo tudo isso para que possamos refletir juntas, pois também sinto tudo isso. Minha filha Yasmin completa hoje três meses e meio e estou literalmente envolta neste turbilhão de sentimentos.
Escrito por Elaine Cristina P. Oliveira
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
domingo, 7 de dezembro de 2008

A questão é a seguinte: como desestimular um comportamento indesejado numa criança, por exemplo bater nos amigos, colocar o dedo na tomada, jogar coisas pela janela...
Existem diversos fatores aí para pensarmos juntos:
1. A cumplicidade dos pais - o quanto os dois falam a mesma língua...A criança recebe dupla mensagem quando um pai diz não e o outro se omite ou faz vistas grossas ou até mesmo permite o que o outro negou...
2.O não pelo não, é vazio de sentidos e significados para a criança, porque apenas emite uma direção de poder, por mais justificada que seja a negativa, quando não argumentamos com a criança, o que prevalece para ela sobre a negativa dos pais : eu mando mais que você, e digo o que você pode ou não pode fazer . Por isso aimportância de explicar as coisas para as crianças: não bate noamiguinhoporque faz dodói nele, ele vai ficar triste e chorar, etc...É super cansativo, mas necessário.
3. Aproximar a explicação racional da realidade da criança. Ex. Você lembra quando fulaninho bateu em você, fez dodói, né? Então se você bater no amiguinho ele também vai sentir esse dodói, etc.
4. Fazer acordos com a criança e cumpri-los. Ex. você avisa que não pode, explicar, uma, duas, três vezes e a criança continua fazendo para ver até onde nossa paciência vai, aí é o momento de um castigo, não para punir, mas para apresentar a conseqüência. E o castigo tem que ser explicado. Mamãe e Papaideixarão você dois minutos sentado no seu quarto por isso e aquilo (e hajapaciência).Geralmente o castigo para crianças pequenas não deve durar muito, combinamos um minuto para idade. Dois anos, dois minutos. Não devemos gerar angústias que possam dar lugar à inseguranças.Os pais são para as crianças figura de segurança, de apoio, são as pessoas com quem podem errar, porque ao errar aprendem e que não deixarão de ama-las mesmo nestas circunstâncias. Devemos permitir a aprendizagem e esta, por sua vez se dificulta muito quando a criança sente medo dos pais.A forma como lidamos com os protestos e reivindicações das crianças e como aprendem com estes processos pode ter muita influência na forma como lidarão com seus desejos e frustrações no futuro, tendo mais assertividade nas suas escolhas ou agindo com insegurança que paralisa.Temos que pensar com muita clareza na motivação que conduz nossos atos com as crianças e não deixar que nossas ações sejam conduzidas pela raiva momentânea, pelo nervoso.Nesses momentos a parceria entre os pais é fundamental. Quando um está a ponto de explodir, é a hora do outro assumir. Ter clareza de como conduzimos uma situação desejada ou indesejada é muito importante.Nesse sentido, a palmada é um recurso que se volta diretamente contra o processo educativo e rompe vínculos familiares.Tratarei desta questão mais adiante.
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