QUANDO “NASCE UMA MÃE’, A CULPA NASCE JUNTO
Quando nosso bebê nasce, automaticamente nasce uma mãe. Porque na gestação só imaginamos como será, mas ao pegar nosso filho nos braços é que toda história começa. O bebê nasce, é frágil, indefeso, depende completamente de nós, para se alimentar, para viver e ai passamos a ter a eterna sensação de que fizemos algo errado. Temos muito leite, ou pouco leite, o seio rachou, ou ingurgitou, o bebê chora muito , ou chora pouco, dorme muito ou dorme pouco e tudo é motivo pra culpa. Ficamos projetando a imagem que temos de mãe ou tudo que já nos disseram sobre isto, mas, embora seja difícil de acreditar, no geral, estamos fazendo as melhores escolhas para os nossos filhos.Mas porque nos sentimos assim?Esse sentimento surge porque nós, inconscientemente, achamos que vamos suprir todas as necessidades do filho, sejam elas físicas, emocionais ou sociais pelo fato de tê-los gerado e dado à luz. nos consideramos onipotentes.Mas, paralelamente a isso, acaba surgindo um sentimento de culpa e nos sentimos responsáveis por qualquer coisa que ameace a criança.Fica um sentimento de que a todo momentoque quem falhou fomos nós.Sentir-se responsável pelos cuidados com os filhos é um processo natural pelo qual toda mãe passa e no geral, as culpas vão diminuindo na medida em que a criança cresce.Esse sentimento não é totalmente negativo. Ele se torna necessário porque faz com que possamos frear muitas de nossas atitudes. Porém, em excesso, passa a ser ruim pois faz com que não aproveitemos totalmente esta fase e a relação com nossos bebês. Especialistas afirmam que a maneira de se livrar de tanta culpa é saber que nem tudo o que acontece com as crianças é de responsabilidade total da mãe e assim buscar mais segurança para exercer seu papel. As principais situações que fazem as mães se sentirem culpadas são:- A alimentação: A nutrição do filho é nossa primeira preocupação. Algumas de nós não temos tanto leite assim, precisamos de complemento e nos sentimos incompetentes, menos mães e sofremos tanto que o leite que temos diminui ainda mais. Outras têm os peitos cheios de leiite, mas acham que o leite é fraco e quandoas mamas ingurgitam e sentem dor se sentem péssimas; fracas......e assimvai......... (MAS SERÁ QUE O IMPORTANTE NÃO É VER O BEBÊ SE DESENVOLVER BEM E ESTAR SAUDÁVEL E TER A CONSCIÊNCIA TRANQÜILA PORQUE ESTAMOS FAZENDO O MELHOR POSSÍVEL ?)- O sono: O bebê não dorme, acorda a noite toda, durante a madrugada. E pensamos será que ele tem cólica, que sofre, será que foi algo que eu comi e passou pro leite ? Será que deixei o bebê muito agasalhado, pouco agasalhado ? Meu leite e fraco e não o alimenta ? Se dormirem muito durante o dia também nos sentimos mal. (MAS SE COM ACHEGADA DE UMA CRIANÇA, O UNIVERSO DA MÃE MUDA. IMAGINA A VIDADOS BEBÊS, QUE SAÍRAM DO ÚTERO ? ELES SIMPLESMENTE NÃO SABEM DIFERENCIAR O DIA DA NOITE E ESTÃO SE ADAPTANDO. GERALMENTE É SÓ ISSO.)- A volta para o trabalho: É ótimo ficar com o bebê durante a licença-maternidade, mas analisando friamente, esta convivência 24 também acaba esgotando a mãe e chega a ter área de “prisão domiciliar”. A maioria de nós não tem uma condição financeira que permita dedicação exclusiva aos filhos echega a hora de voltar ao trabalho e é preciso deixá-lo com alguém. Eis uma das primeiras situaçõesque faz com que a mãe sinta que está fazendo algo errado. E vem toda a culpa: Será que ele se sentirá abandonado ? será que saberão cuidar do meu bebê ? Será que ele vai gostar mais da babá do que de mim ? (NÓS PRECISAMOS ENTENDER QUE NOSSO PAPEL NÃO SE RESUME SÓ AO DE MÃE, MAS TAMBÉM ESPOSA EPROFISSIONAL. E NUNCA ESQUECER QUE O QUE IMPORTA É A QUALIDADE DA RELAÇÃO COM A CRIANÇA E NÃO AQUANTIDADE . PARA A CRIANÇA É MELHOR VER A MÃE DESENVOLVENDO SEU LADO PROFISSIONAL E UTILIZAR BEM O TEMPO QUE TEM PARA FICAREM JUNTOS DO QUE TER UMA MÃE EM CASA FRUSTRADA) - As Doenças: Os vírus e as bactérias estão no ar e por mais que queiramos proteger a criança, de uma forma ou de outra, ela acaba tendo contato com tudo isso e pode pegar doenças que são muito comuns na infância. As defesas da mãe passam para o bebê através da placenta, mas até os 3 meses de vida vãodesaparecendo, por volta do 4o mês não há mais os anticorpos passados pela mãe e como a criançaestá mais vulnerável até que desenvolva suas próprias defesas, no primeiro ano de vida é comum aparecerem doenças respiratórias, diz. E é importante que saibamos que nada pode evitar isto. Mas a culpa diz: você deixou o bebê pouco agasalhado. Você não higienizou direito à mamadeira ou a chupeta. Você saiucom o bebê na friagem. Você levou o bebê em locais públicos. São só dedos apontando paranossa culpa, os nossos e o de parentes e amigos antigos. (MAS É IMPORTANTE LEMBRARMOS QUE À MÃE CABEM CUIDADOS COMO MANTER A VACINAÇÃO EM DIA E FAZER O ACOMPANHAMENTO PEDIATRICO. MAS É IMPOSSÍVEL CRIAR NOSSOS FILHOS DENTRO DE UMA BOLHA)Escrevo tudo isso para que possamos refletir juntas, pois também sinto tudo isso. Minha filha Yasmin completa hoje três meses e meio e estou literalmente envolta neste turbilhão de sentimentos.
Escrito por Elaine Cristina P. Oliveira

Nenhum comentário:
Postar um comentário